terça-feira, 29 de junho de 2010

Teatro MiMO no II Zona de Transição


Em junho de 2010 o Theatro José de Alencar sediou pela segunda vez o Zona de Transição. O segundo encontro internacional de artes cênicas faz parte das comemorações de 100 anos do TJA e promoveu atividades de formação como debates, demonstrações técnicas, oficinas, além de, intervenções na rua e espetáculos.

O evento aconteceu no período de 18 a 26 de junho e contou com a presença forte dos nossos irmãos latinos – Paraguai e Peru – México e França. No Brasil, os representantes foram o Lume Teatro, representados por Carlos Simione e Ricardo Pucetti, o Coletivo de Artistas e Não-Artístas, dirigido por Thiago Arraes, Grupo Imagem de Edson Cândido, Silverio Pereira e o Grupo Parque de Teatro, Cia da Arte Andanças, dirigida Andréa Bardawill e, como solista, João Andrade Joca.

O Teatro MiMO também marcou presença no evento com uma participação bastante ativa:

Dia 22/06 às 18:30h - Espetáculo Mulieres - Palco Principal.

Dia 23/06 às 17h - Demonstração Técnica - Sala de Teatro.

Dias 24 e 25/06 de 9h às 14h - Oficina Introdução à Mímica: O gesto e o silêncio na comunicação do ator - Sala de Oficinas.

domingo, 13 de junho de 2010

ZONA DE TRANSIÇÃO

Mês de junho, festividade no Nordeste, não apenas pelo junino que inicia hoje (13/06) com a festa de Santo Antônio, mas mês festivo também, pelo Velho Zé. O aniversário é dele, mas quem recebe o presente é a população da cidade.

Neste mês, o Theatro José de Alencar continua de Portas Abertas com uma programação extremamente gratuita, pois o teatro completa 100 anos próximo dia 17 com uma programção que inicia às 7h e encerra às 21h com uma festa no jardim.

Em junho também, acontece o II Zona de Transição - Encontro Internacional de Artes Cênicas, e o Teatro MiMO marca presença no evento com o espetáulo Mulieres (22/06), demosntração técnica (23/06) e oficina de mímica (24 e 25/06).

Confira programação:


II Zona de Transição – Encontro Internacional de Artes Cênicas

18 a 26 de junho

Brasil França México Paraguai Peru

espetáculos demonstrações técnicas oficinas debates intervenções de rua

Sexta, 18

20h no palco principal

Cravo, lírio e rosa

Grupo Lume (Campinas, SP)

Sábado, 19

17h na Praça José de Alencar

La Belle Zanka (França)

18h30 no palco principal

De risa em risa

Aziz Gual (Cidade do México, México)

21h no porão

Cnossos

Solo de Ricardo Pucetti

Grupo Lume (Campinas, SP)

Segunda, 21

18h Cabaré

Râmlet Soul

Coletivo de artistas e não-artistas (Fortaleza)

Direção: Thiago Arrais

O abajur lilás

De Plínio Marcos. Grupo Imagens de Teatro (Fortaleza)

Terça, 22

18h30 no palco principal

Mulieres

Teatro MIMO (Fortaleza)

20h na sala de teatro

Avental todo sujo de ovo

Grupo Ninho de Teatro (Cariri)

Quarta, 23

17h na sala de teatro

Demonstração técnica Teatro Mimo

18h na calçada

Cabaré da Dama

Uma flor de dama

Solo de Sivero Pereira

Grupo Parque de Teatro (Fortaleza-Aquiraz)

20h no palco principal

No me toquen ese valse

Grupo Yuyachkani (Lima, Peru)

Quinta, 24

17h na sala de teatro

Desde el silencio y la inmovilidad hacia la acción

Demonstração técnica

Julián Vargas (Grupo Yuyachkani)

19h na sala de teatro

Ejercicios matinales

Demonstração técnica

Rebeca Ralli (Grupo Yuyachkani)

Sexta, 25

18h na Sala de Teatro

Os tempos - Cia. da Arte Andanças (Fortaleza)

* seguido de debate

18h30 e 21h no palco principal

Cenizas

Grupo Hara Teatro Danza (Assunção, Paraguay)

Sábado, 26

17h na Praça José de Alencar

La Belle Zanka

Lyon, França

18h na sala de teatro

Solo Número 1 – Babel

João Andrade Joca (Fortaleza)

Oficinas

18 a 20 (sexta a domingo)

9h às 14h

O ator na rua

Ricardo Pucetti, Grupo Lume

21 a 23 (segunda à quarta)

9h às 14h

Palhaço

Aziz Gual

24 e 25 (quinta e sexta)

9h às 13h

Introdução à Mímica - O gesto e o silêncio na comunicação do ator,

Tomaz de Aquino, Teatro Mimo

26 e 27 (sábado e domingo)

14h às 17h

Wal Mayans, Grupo Hara Teatro Danza


domingo, 9 de maio de 2010

O Enlatado


O Enlatado

the canned

with Thomazs Di Akynno

On 10/05/10 at 7pm in Beach Theater

Joseph Avelino Street, 662, Iracema Beach

Admission: $ 4 e 5



O Enlatado é um espetáculo performático que tem como mote de criação a globalização, sobretudo, o sistema capitalista.

O enredo principal é a bebida desenfreada de uma marca de refrigerante norte-americano e a observação do que pode acontecer com o corpo do ator. O espetáculo é composto de quadros/cenas independentes, mas que se relacionam entre si. A proposta é a não linearidade da narrativa, a descontinuidade, as repetições, a fragmentação. Não existe o objetivo de mudar o mundo ou muito menos levantar alguma bandeira anticapitalista, é apenas uma crítica a todos nós que fazemos parte deste sistema.

O espetáculo não possui texto fixo, apenas um roteiro, às vezes verbalizado, o qual o ator segue para compor os quadros: a promoção, a entrevista de emprego, as informações, a televisão, os bastidores do programa, o programa de tv, o mercado e a bebida; tudo isso ao som de rock.



quinta-feira, 15 de abril de 2010

MULIERES




Este mês estamos em cartaz com o nosso novo espetáculo: MULIERES.

Viagem no Blog e confiram algumas fotos, vídeos, escritos, depoimentos, comentários e realease sobre o espetáculo.
Confiram também a temporada no Teatro Dragão do Mar, ainda dá tempo, a temporada segue nos dias 23, 24 e 25 de abril sempre às 20:30h
R$ 10,00 e R$ 5,00.
Confira na mídia


Este mês estamos em cartaz com o nosso novo espetáculo: MULIERES.


A MONTAGEM

Dizer que MULIERES surgiu da necessidade em abordar a questão da feminilidade recorrente na contemporaneidade não seria uma afirmação coerente para o Teatro MiMO. O espetáculo que fala de mulheres surgiu pelo fato do grupo ter sido inicialmente composto por 3 atrizes. E a partir disto, foi que nasceu a vontade de realizar uma montagem na qual as personagens fossem todas mulheres.

MULIERES é um espetáculo que versa sobre o feminino, mas não sobre delicadeza. Em MULIERES temos uma tribo de guerreiras, talvez amazonas, ou algumas remanescentes da ilha de Lesbos. Temos gueixas, temos moiras, temos deusas, temos essas energias. Enfim, temos arquétipos para falar de mulheres.

A base do nosso trabalho esta apoiada na Mímica e suas vertentes, não deixando de lado o gênero da pantomima. Especificamente, MULIERES está mais voltada para o treinamento físico, sendo mais focada a Mímica Contemporânea.

Pretendemos levar ao público um espetáculo de imagens corporais inspiradas na cultura oriental. Não é uma montagem oriental, o oriente serviu apenas como mote para compor a tribo de mulheres guerreiras em uma sociedade repleta de tradições e rituais. Assim, o grupo criou seus próprios códigos, mantras, mudras e rituais.
Bom espetáculo!!!
Tomaz de Aquino
Diretor

SINOPSE

MULIERES é um espetáculo que versa sobre o feminino, mas não sobre delicadeza. Em MULIERES, temos uma tribo de “amazonas-orientais” com rituais próprios, norteadas pela deusa Aranha, responsável por fabricar, tecer e cortar aquilo que seria o fio da vida de todos os indivíduos.

Após seu nascimento, Okina perde-se na floresta e é resgatada pela rainha que a leva para a tribo. Em meio a ritos de passagens – batizado, puberdade, acasalamento etc – Okina vai seguindo seu destino e quebrando os dogmas dessa sociedade de mulheres.

MULIERES tem como ponto de partida a dramaturgia corporal, propondo um espetáculo imagético a partir da mímica, teatro físico, acrobacia e yôga.


FICHA TÉCNICA

Argumento e Direção - Tomaz de Aquino
Criação - O Grupo
Produção - Ato Produção e Marketing Cultural e Tomaz de Aquino

Elenco - Ana Bárbara Leite
Bruno Lobo
Felipe Abreu
Jonathan Pessoa
Rafaela Diógenes
Marisa Carvajo

Direção Musical - Simone Sousa
Coreografia - Andréia Pires
Figurino – Gil
Costureiras – Julieta Braga e Luiza Gomes
Cenário e Maquiagem - Tomaz de Aquino
Iluminação - Walter Façanha
Operação de luz - Bio Falcão
Operação de som – Renata Oliveira
Contra-regragem – Rogério Barreto, Guily Frosttt, Diego Salvador
Fotos e Design Gráfico - Darwin Marinho

Preparações Técnicas:
Corporal e mímica - Tomaz de Aquino
Contato e Improvisação - Ana Bárbara Leite
Clown - Melissa Caminha
Circo - Felipe Abreu
Yôga - Jayron C. Rodrigues
Katás - Allan Diniz
Balé Clássico - Eveline Nogueira
Vocal - Simone Sousa

Realização - Teatro MiMO
Duração - 60 min.
Classificação – 12 anos

quarta-feira, 14 de abril de 2010

MULIERES






Olá pessoal, estamos em cartaz com nosso novo espetáculo: MULIERES.

ùltimos dias da temporada: 23, 24 e 25 de abril às 20:30h no Teatro Dragão do Mar.
Conto com a presença de todos.

A seguir alguns escritos sobre o espetáculo.


http://opovo.uol.com.br/opovo/colunas/mirante/960546.html

http://www.noolhar.com/opovo/vidaearte/969830.html



A MONTAGEM

Dizer que MULIERES surgiu da necessidade em abordar a questão da feminilidade recorrente na contemporaneidade não seria uma afirmação coerente para o Teatro MiMO. O espetáculo que fala de mulheres surgiu pelo fato do grupo ter sido inicialmente composto por 3 atrizes. E a partir disto, foi que nasceu a vontade de realizar uma montagem na qual as personagens fossem todas mulheres.

MULIERES é um espetáculo que versa sobre o feminino, mas não sobre delicadeza. Em MULIERES temos uma tribo de guerreiras, talvez amazonas, ou algumas remanescentes da ilha de Lesbos. Temos gueixas, temos moiras, temos deusas, temos essas energias. Enfim, temos arquétipos para falar de mulheres.

A base do nosso trabalho esta apoiada na Mímica e suas vertentes, não deixando de lado o gênero da pantomima. Especificamente, MULIERES está mais voltada para o treinamento físico, sendo mais focada a Mímica Contemporânea.

Pretendemos levar ao público um espetáculo de imagens corporais inspiradas na cultura oriental. Não é uma montagem oriental, o oriente serviu apenas como mote para compor a tribo de mulheres guerreiras em uma sociedade repleta de tradições e rituais. Assim, o grupo criou seus próprios códigos, mantras, mudras e rituais.
Bom espetáculo!!!
Tomaz de Aquino
Diretor

SINOPSE

MULIERES é um espetáculo que versa sobre o feminino, mas não sobre delicadeza. Em MULIERES, temos uma tribo de “amazonas-orientais” com rituais próprios, norteadas pela deusa Aranha, responsável por fabricar, tecer e cortar aquilo que seria o fio da vida de todos os indivíduos.

Após seu nascimento, Okina perde-se na floresta e é resgatada pela rainha que a leva para a tribo. Em meio a ritos de passagens – batizado, puberdade, acasalamento etc – Okina vai seguindo seu destino e quebrando os dogmas dessa sociedade de mulheres.

MULIERES tem como ponto de partida a dramaturgia corporal, propondo um espetáculo imagético a partir da mímica, teatro físico, acrobacia e yôga.


FICHA TÉCNICA

Argumento e Direção - Tomaz de Aquino
Criação - O Grupo
Produção - Ato Produção e Marketing Cultural e Tomaz de Aquino

Elenco - Ana Bárbara Leite
Bruno Lobo
Felipe Abreu
Jonathan Pessoa
Rafaela Diógenes
Marisa Carvajo

Direção Musical - Simone Sousa
Coreografia - Andréia Pires
Figurino – Gil
Costureiras – Julieta Braga e Luiza Gomes
Cenário e Maquiagem - Tomaz de Aquino
Iluminação - Walter Façanha
Operação de luz - Bio Falcão
Operação de som – Renata Oliveira
Contra-regragem – Rogério Barreto, Guily Frosttt, Diego Salvador
Fotos e Design Gráfico - Darwin Marinho

Preparações Técnicas:
Corporal e mímica - Tomaz de Aquino
Contato e Improvisação - Ana Bárbara Leite
Clown - Melissa Caminha
Circo - Felipe Abreu
Yôga - Jayron C. Rodrigues
Katás - Allan Diniz
Balé Clássico - Eveline Nogueira
Vocal - Simone Sousa

Realização - Teatro MiMO
Duração - 60 min.
Classificação – 12 anos

Bastidores





















Fotos: Lima Filho

terça-feira, 13 de abril de 2010

Intensidade

"Dizem que a arte, e o teatro dentro dela, dentre muitas outras coisas, é transformadora. Pra mim, o processo de “Mulieres” foi a prova prática disso. Além da beleza e intensidade inerentes a processos de montagem, ele acabou sendo ainda mais marcante e poético por ter sido também um processo de construção, reconhecimento e amadurecimento pessoal, corporal, emocional e afetivo. Os laços criados por vermos os mesmo rostos durante 15 a 20 horas semanais num contexto tão bonito e intenso amarraram a gente quase que num nó cego. Foi um processo de dentro pra fora - antes de chegar lá fora, deve-se explorar lá dentro. Pra mim o mais marcante no processo foi isso, nem tanto a prática e avanço corporal, que é a origem e base desse trabalho partindo da mímica, mas sem querer desmerecer essa prática, que é o grande estímulo do grupo e que também nos proporciona experiencias maravilhosas, o processo foi bem além disso: foi de exploração das motivações, limitações, condições e possibilidades interiores. É um mundo tão vasto, tanto esse de dentro, quanto o mundo de possibilidades que o corpo físico nos permite, que eu reconheço que esses meses, apesar de intensos e sacrificantes, porém extremamente prazerosos e gratificantes, foram só a pontinha do iceberg. Acho que mesmo em anos e anos de treino e pesquisa, nunca seremos capazes de desvendar toda a área e segredos do iceberg, mas fico feliz em tentar desvendar o máximo que eu puder, de preferência com essas pessoas."




Rafaela Diógenes
Atriz