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domingo, 15 de maio de 2011

SAKURA MATSURI: O JARDIM DAS CEREJEIRAS

Dia 10/08/11 apresentaremos no VIII Fecta a partir das 18h no Teatro Dragão do Mar.
Aguardamos sua presença.

Sakura Matsuri: O Jardim das Cerejeiras é um experimento que fala de vida e das relações que a perpassam, as marcas que ficam, a porosidade perdida nos dias de corrida pela vida capital, a efemeridade das relações que deixam de ser afetivas, a metáfora cíclica da vida, do homem e sua passagem sobre a terra, suas contribuições para o planeta, o eterno retorno, o devir, as relações sociais, políticas e culturais que traçamos nas nossas 650 mil horas estimadas de vida.

O experimento é composto de três quadros: a criação do mundo, a travessia e o jardim de cerejeiras, e nele versamos sobre o surgimento do mundo e o eterno ciclo de passagens do que se faz presente no efêmero das relações: passam as alegrias, as tristezas, as conquistas, os amores, as pessoas, o vivo e o não-vivo, e ao mesmo tempo que tudo se faz passagem, tudo se faz permanência.


O JARDIM DE CEREJEIRAS














A TRAVESSIA








A CRIAÇÃO DO MUNDO



Fotos: Tayana Tavares


PRÊMIOS

Melhor esquete juri oficial
Melhor esquete juri popular
Melhor direção
Melhor maquiagem
Melhor figurino
Prêmio especial de pesquisa de linguagem

INDICAÇÕES

Sonoplastia
Iluminação

PARTICIPANTES

B. Leite
Fatima Muniz
Felipe Abreu
Geane Albuquerque
Gorete Smarandescu
Imaculada Gadelha
Jonathan Pessoa
Marisa Carvajo
Maurileni Moreira
Rafaela Diógenes
Renata Oliveira
Tomaz de Aquino
Victor Hugo Portela

Agradecemos a todos que contribuíram direta e indiretamente com o processo. Principalmente a Bruno Lobo, David Limaverde e Mônica Marçal. Nosso muito obrigado!

domingo, 8 de maio de 2011

Estreia - SAKURA MATSURI: O JARDIM DAS CEREJEIRAS

O esquete é composto de três quadros: a criação do mundo, a travessia e o jardim de cerejeiras, e nele versamos sobre o surgimento do mundo e o eterno ciclo de passagens do que se faz presente no efêmero das relações: passam as alegrias, as tristezas, as conquistas, os amores, as pessoas, o vivo e o não-vivo, e ao mesmo tempo que tudo se faz passagem, tudo se faz permanência.

Como prática recorrente, a troca com outros artistas, o MiMO, nesse processo conta a participação do grupo de pesquisa e experimentação do IFCE, Poéticas do Corpo, grupo vinculado ao CNPQ, sob a orientação da Profa. Dra. Mônica Marçal. O Poéticas esta representado pelas alunas Maurileni Moreira e Imaculada Gadelha.

Constituindo ainda as trocas, participam do processo, os atores Goreti Smarandescu, Geane Albuquerque, Fátima Muniz e Victor Hugo Portela. Segue um breve release do experimento.

Contamos também com a colaboração do ator/performer David Limaverde, também integrante do Grupo Poéticas do Corpo, com suas pesquisas sobre o Butoh e o Land Movement.


SERVIÇO

Dia 10/05/11 no XV Fesfort - Festival de Esquetes de Fortaleza

Local: SESC/SENAC Iracema (ao lado do Dragão do Mar)

Horário: a partir das 19h.

Apoio: IFCE e Edital de intercâmbio entre grupos de Teatro da PMF.







Fotos do processo.

quarta-feira, 30 de março de 2011

CIRCULAR

PARTICULAR - UNIVERSAL

SEM NOME



O encontro de hoje do projeto Poetizando as Mímicas do Corpo foi bastante instigante, dialogamos sobre as questões que durante essas semanas nos instiga. Falamos da do não-lugar, da poética do espaço, da totalidade, do holárquico e de butoh.

Cíclico.

Circular.

IDA - Rua Padre Ibiapina / Avenida do Imperador / Avenida Domingos Olimpio / Rua Tereza Cristina / Avenida Treze de Maio (Reitoria UFC , CEFET, 23 BC, Igreja de Fátima , ao lado Hospital Antonio Prudente ) / Avenida Pontes Vieira / Avenida Barão de Studart / Avenida Antonio Sales (Canal 10, Praça da Imprensa) / Rua Leonardo Mota / Avenida Desembargador Moreira, Náutico. VOLTA - Náutico, Avenida Desembargador Moreira / Avenida Abolição / Historiador Raimundo Girão / Rua Pessoa Anta / Avenida Alberto Nepomuceno (10 Região Militar) / Rua João Moreira ( Passeio Publico , Santa Casa, Praça da Estação ) / Rua Guilherme Rocha (Liceu do Ceara, Corpo de Bombeiro) / Avenida Filomeno Gomes / Rua Carneiro da Cunha ( Senai ) / Rua Padre Ibiapina.



Circular. Voltar ao mesmo ponto. Uma modificação. Modificações. Corpos em transe. Transeuntes. Contato-improvisação. Coletivo. Universo particular no coletivo. Universos particulares que se encontram, convergem, mesmo que inconsciente, e constroem uma bioesfera, uma macro esfera, o Universo. Universal. Do mergulho interno, do particular, de lá de dentro, você vai lá para fora, para o todo. Totalidade. Autencidade.




Uma pergunta paira no ar: o que estamos fazendo (ou nos propondo) é Butoh? Há a real necessidade de nomear? Continuaremos chamando de PseudoButoh (nós do MiMO)[1]? Daremos outro nome (Poéticas e MiMO)? Quem sabe, BeachButoh, DunasButoh, AldeotaButoh, ViaSulButoh, BeiraMarButoh, IracemaButoh ou AgresteButoh, FomeButoh, BuracosButoh, ProstituiçãoInfantilButoh, MisériaButoh, TitanzinhoButoh, MiranteButoh, CrackButoh e outros Butoh’s que possam surgir em meio aos gritos particulares-universais do ser humano. O arquétipo.

Partimos então nas nossas discussões de um Butoh como não técnica, mas como uma dança pessoal, uma dança do agora, do momento, você pega o que tem dentro e externaliza, mas o que tem dentro vem do externo: a fome, a dor, a agonia, a morte, a esperança, a vida que é intrínseca à humanidade.



Retomando a citação de Decroux[2] no post da Rafa: “ (...) é o corpo que tem que pagar, é o corpo que conta, que provê, que sofre. E quando eu vejo um corpo se levantar, eu sinto que é a humanidade que está se levantando”. Percebemos nas palavras do criador da MCD que a mesma parte do drama humano pessoal, dos dramas pessoais, da sua dança pessoal, da sua metáfora com seus fantasmas e abre para o mundo, para a humanidade, na subjetividade, pois o drama pessoal é tirado a partir do drama humano, do Macro. Particular[3]-Universal.



Contemplemos![4]



[1] PseudoButoh foi o nome dado, sugerido, enfim, um nome para identificar uma qualidade estética que se assemelhava a estética do Butoh que o Teatro MiMO percebeu nas montagens dos espetáculos AS LAVADEIRAS e MULIERES. No primeiro espetáculo esta qualidade surgiu a partir de experiências com a Mímica Subjetiva, no segundo, com o Treinamento Energético. Hoje, o grupo experiencia a fusão desses treinamentos e juntamente com o, Poéticas do Corpo, estão na busca do SEM NOME.


[2] A origem da Mímica Corporal: uma entrevista com Etienne Decroux por Thomas Leabhart. Trad.: George Mascarenhas. In: A mímica Corporal Dramática no Brasil e o legado de Etienne Decroux. Projeto Mímicas, Caderno 1: 2009.

[3] Não confundir particular com individualidade.

[4] Fotos: Circular, Hijikata, Ohno, Ashikawa, Takenouchi, Endo, Aki Suzuki, Ken Mai, Val Rai, Circular.

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Confira as outras provocações em: http://umnaolugarnatural.blogspot.com